um atalho

a vapor SS Ancon realizava a primeira travessia oficial do ... Navio a vapor. Bolton Castle na .... das chamadas “mulas”, locomotivas que se movem por trilhos ...

Canal do Panamá: 100 anos

UM ATALHO

HISTÓRICO

A INAUGURAÇÃO Em 15 de agosto de 1914, o navio a vapor SS Ancon realizava a primeira travessia oficial do Canal do Panamá

EM AGOSTO DE 2014, UMA DAS MAIS NOTÁVEIS OBRAS DE ENGENHARIA DA HISTÓRIA COMPLETOU 100 ANOS DE EXISTÊNCIA. O CANAL DO PANAMÁ UNIU OS OCEANOS ATLÂNTICO E PACÍFICO POR UMA ROTA QUE CRUZA O PAÍS LATINO E REVOLUCIONOU O COMÉRCIO MARÍTIMO MUNDIAL Por Leandro Portes Fotos Cortesia da Autoridade do Canal do Panamá (ACP)

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Canal do Panamá: 100 anos

I

CURIOSIDADES DO CANAL DO PANAMÁ

A ideia de construir um canal que atravessa o Panamá surgiu no século 16, especificamente em 1534, quando o rei Charles I da Espanha pediu o levantamento de um projeto de rota entre os oceanos Atlântico e Pacífico, ao longo do rio Chagres. Após concluir esses estudos, o então governador da província afirmou que seria impossível para qualquer pessoa realizar tal façanha.

Desde o início da construção do canal, muitas curiosidades ficaram marcadas na história centenária. Eis algumas bem interessantes: Em 1887, o futuro conhecido pintor francês Paul Gauguin passou cinco semanas no Panamá, onde trabalhou como operário na construção do canal e quase morreu ao contrair disenteria e malária. Ele se recuperou e seguiu para a Martinica. Teve um destino melhor que as milhares de pessoas que morreram na construção da via.

Acima: retirada de terras no final do séc. 19

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*Fonte: Autoridade do Canal do Panamá (ACP).

Primeiros anos Navio a vapor Bolton Castle na eclusa Gatun, antes de 1920.

Os Estados Unidos utilizou na construção uma força de trabalho de 56 mil pessoas, sendo quase 30 mil das Antilhas. Outras dezenas de milhares teriam trabalhado na tentativa dos franceses.

Durante a construção, mais de 27 mil trabalhadores morreram, principalmente de malária e febre amarela, e em acidentes (cerca de 22 mil mortes no projeto francês e mais de 5 mil nas obras dos Estados Unidos).

Em 100 anos de operação, mais de um milhão de barcos atravessaram o canal.

COLEÇÃO DETROIT PUBLISHING CO. PHOTOGRAPH"

magine que você é um comerciante marítimo no final do século 19 e precisa transportar sua carga do porto de Nova Iorque, na costa leste dos Estados Unidos, até São Francisco, na costa oeste. Naquele tempo, a única rota acessível era descer até a América do Sul, contornar o Cabo Horn (com todas as dificuldades marítimas de realizar tal atividade) e subir novamente todo o continente. Esse trajeto tem uma distância de aproximadamente 22.500 quilômetros e incontáveis dias. Agora, pense nesse mesmo objetivo mas com uma rota diferente: descer até a América Central, atravessar o continente horizontalmente e subir até a costa oeste, totalizando 9.500 quilômetros de viagem. Isso representou uma economia absurda de tempo e, consequentemente, dinheiro. Esse atalho histórico só foi possível graças à construção do Canal de Panamá, que completou 100 anos de sua inauguração em agosto de 2014.

Um barco que viaja de Nova York a San Francisco economiza cerca de 20.300 quilômetros utilizando o Canal do Panamá, ao invés de contornar o Cabo Horn. Do porto equatoriano de Guayaquil a Nova York, a economia chega a 7.540 km.

O volume de terra escavado foi o triplo do registrado no Canal de Suez. O material retirado na construção equivale a 95 milhões de metros cúbicos, suficiente para construir uma réplica da Muralha da China de San Francisco até Nova York.

O maior pedágio para atravessar o canal custou US$ 317.142 e foi pago pelo MSC Fabienne em 2008; o menor, de US$ 0,36 centavos, foi pago por Richard Halliburton por atravessar o canal a nado em 1928.

O tempo médio que uma embarcação leva para cruzar o canal é de mais de 10 horas. A passagem mais rápida foi feita pelo Hy