neurologia nome do candidato

11 de dez de 2005 - B) esclerose lateral amiotrófica. C) infecção pelo vírus herpes-zóster. .... B) esclerose múltipla. C) hidrocefalia secundária a processo ...

COMANDO DA AERONÁTICA DEPARTAMENTO DE ENSINO CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DA AERONÁUTICA CONCURSO DE ADMISSÃO AO CAMAR / CADAR/ CAFAR 2006

PROVAS ESCRITAS DE

NEUROLOGIA VERSÃO “A” CÓDIGO DE ESPECIALIDADE: 11

DATA DE APLICAÇÃO: 11 DEZ 2005

SÓ ABRA ESTE CADERNO QUANDO AUTORIZADO.

__________________________ ______________________________________ NOME DO CANDIDATO:

INSCRIÇÃO N.º___________________________________

LEIA COM ATENÇÃO! 1) Este caderno contém duas provas escritas: a de Língua Portuguesa (questões de 01 a 15) e a de Conhecimentos Especializados (questões de 16 a 45). Confira se todas as questões estão impressas nessa seqüência e perfeitamente legíveis. Havendo algum problema, solicite ao Fiscal de Provas a troca deste caderno. 2) Preencha, correta e completamente, o Cartão-Resposta: • Use apenas caneta de tinta azul ou preta. • Confira a VERSÃO das provas deste caderno — A, B ou C — e preencha devidamente o campo VERSÃO. • Preencha, também, o campo ESP, relativo ao código da Especialidade. • Assine-o antes de iniciar a resolução das provas. 3) O período de realização das provas é de TRÊS HORAS, acrescidas de mais QUINZE MINUTOS para o preenchimento do Cartão-Resposta. 4) Somente será permitido ao(à) candidato(a) retirar-se do local de realização das provas após transcorridas, no mínimo, UMA HORA e TRINTA MINUTOS, ou seja, metade do tempo previsto para a resolução delas.

¾ Língua Portuguesa INSTRUÇÃO: As questões de 01 a 15 relacionam-se com o texto abaixo. Leia atentamente todo o texto antes de responder a elas.

A MORTE SORRINDO COM DENTES PEQUENOS Eu vi a cara da morte. Tinha dentes pequenos e os mostrava, mas talvez fosse riso. 5

10

15

20

25

30

35

Foi no saguão do aeroporto. Não, a morte não ia viajar, creio que tampouco estava chegando, embora seja por natureza tão dedicada ao trânsito. Percebi depois que não trazia malas. Talvez estivesse apenas esperando alguém que vinha de alguma parte, como uma boa parente. Certamente por isso, por seu ar pachorrento de disponibilidade naquele fim de tarde, não reparei nela quando saí na área do desembarque. Nem haveria por que reparar, tão costumeiro tudo, tão igual a tantas outras chegadas e partidas, em tantos saguões de aeroporto. Entendiados ou ansiosos os que esperam, apressados os que, arrastando maletas ou empurrando carrinhos, travam o passo por um quase segundo diante das portas de vidro que se abrem automaticamente. Um ritual. Os encontros, as crianças, os sorrisos, os abraços, tudo previsível. Eu havia acabado de chegar com três companheiros de trabalho. E nos atardávamos por instantes nas despedidas quando a gritaria começou. Uma gritaria nunca é uma questão vocal apenas. Uma gritaria é sempre um detonador de movimento. Alguns gritavam, outros corriam, as mulheres erguiam as crianças no colo, os mais afastados voltavam-se para o tumulto perguntando o que foi. Entre gritos, abriu-se uma clareira, vi pessoas se afastando, esbarrando nas de trás. E de repente, correndo pelo meio da pequena multidão que, como as águas do Mar Vermelho, se abria para deixá-lo passar, surgiu um camundongo. Não fossem as pessoas, talvez ele tivesse fugido pelas laterais, buscando abrigo junto às paredes. Há sempre fendas e reentrâncias em que um camundongo pode se abrigar. Mas as pessoas gritavam como se diante de um perigo, alguns riam, o circo estava armado e era barulhento e assustador. Ao camundongo não restava outra alternativa senão a velocidade. E correu tão veloz quanto suas patinhas lhe permitiam, fugindo para a frente, sempre para a frente, como um pequeno projétil cinzento. Não havia nada à frente, o saguão estava praticamente vazio. Mas a morte tinha vindo buscar alguém. Digamos que a morte era um homem. Um homem de bem, com sua família, que aguardava um pouco afastado dos outros, um pouco adiante. Um homem corajoso que não teme camundongos. Um homem disposto ao grand