A RAINHA DA NEVE

telhado. As rosas eclodiram esplendidamente naquele verão, a garotinha tinha aprendido um hino que dizia algo sobre rosas, o que a fez a pensar em suas.

A RAINHA DA NEVE

HANS CHRISTIAN ANDERSEN Contos de Hans Christian Andersen Livro 3 ARMADA DE PAPEL Copyright 2014 ARMADA PRESS

IMPRESSÂO A Rainha da Neve Contos de Hans Christian Andersen © 2014 – Armada Press Todos os direitos reservados. Autor: Hans Christian Andersen [email protected] Este e-book, incluindo todas as suas partes, é protegido por Copyright e não pode ser reproduzido sem a permissão do autor, revendido ou transferido.

ÍNDICE PRIMEIRA ESTÓRIA: Que trata de um Espelho e de seus Cacos SEGUNDA ESTÓRIA: Um Menino e uma Menina TERCEIRA ESTÓRIA: O Jardim da Mulher que sabia Feitiçaria QUARTA ESTÓRIA: O Príncipe e a Princesa QUINTA ESTÓRIA: A Pequena Ladra SEXTA ESTÓRIA: A mulher Lapoa e a Mulher Finlandesa SÉTIMA ESTÓRIA: O que se passou no Palácio da Rainha da Neve e depois SOBRE O AUTOR ENTRE EM CONTATO

PRIMEIRA ESTÓRIA: Que trata de um Espelho e de seus Cacos Vamos, então, começar. Quando estivermos no final da estória saberemos mais do que sabemos agora: então comecemos. Era uma vez um tempo em que existia um duende mau, de fato, ele era o mais nocivo de todos os duendes. Um dia ele estava de muito feliz, pois havia feito um espelho com o poder de encolher tudo que fosse bom ou bonito, quando nele refletido; mas aquilo que para nada servisse ou fosse feio era mantido e mostrado com mais feiura ainda nesse espelho. As mais lindas paisagens ganhavam uma aparência sem graça e as melhores pessoas ficavam medonhas, pareciam ter suas faces distorcidas de modo que ficavam irreconhecíveis. Se alguém tivesse uma pinta, ela certamente seria ampliada e se espalharia pela boca e nariz. "É muito divertido!" disse o duende. Se um bom pensamento passasse na mente de alguém, um riso sarcástico surgiria no espelho e o duende se alegraria

ao saber disso. Todos os duendes que foram para sua escola (ele tinha uma escola de duendes) comentavam que um milagre havia acontecido e que somente agora, eles achavam, seria possível ver como o mundo realmente era. Eles foram a vários lugares com o espelho até que, finalmente, não havia lugar ou pessoa que não tivesse sido representado de forma distorcida no espelho. Então eles pensaram que poderiam voar ao céu e aprontar lá também. Quanto mais alto eles voaram com o espelho, mais terrível era a risada sarcástica e ficava mais e mais difícil segurar firmemente o espelho. Voaram cada vez mais alto, cada vez mais próximo das estrelas, até que, repentinamente, o espelho chacoalhou tão fortemente com a risada, que escapou de suas mãos, caiu na terra e espatifou em cem milhões ou mais pedaços. Com isso, o poder do espelho passou a funcionar mais malignamente que antes; pois esses pedaços eram tão pequenos como um grão de areia e se espalharam pelo mundo todo. Quando penetravam nos olhos das pessoas lá eles ficavam, e então as pessoas viam tudo

pervertido ou apenas se interessavam por aquilo que fosse maléfico. Isso acontecia porque os pequenos pedaços tinham os mesmos poderes possuídos pelo espelho inteiro. Algumas pessoas foram atingidas em seus corações pelos cacos do espelho, fazendo-as estremecer tanto que seus corações se tornaram um bloco de gelo. Alguns pedaços do espelho eram tão grandes que foram usados em janelas, impedindo que as pessoas vissem seus amigos. Outros pedaços foram colocados em óculos e não era nada bom quando as pessoas os punham para ver melhor. Por esses motivos, o duende maligno gargalhou até quase engasgar dado que havia alcançado seu objetivo pernicioso. Os pequenos e mais finos cacos ainda pairam no ar e agora vamos saber que aconteceu depois.

SEGUNDA ESTÓRIA: Um Menino e uma Menina Em uma grande cidade havia muitas casas e muitas pessoas, tanto que não havia espaço para ter um pequeno jardim e, portanto, a maioria das pessoas era obrigada a se contentar com flores em vasos. Nessa cidade viviam duas pequenas crianças que tinham um jardim um tanto maior que um vaso de flores. Eles não eram irmão e irmã; mas gostavam um do outro como se fossem. Seus pais moravam lad