a primavera na cidade-jardim

imobiliário da área, como um novo terminal intermodal – um esforço para constituir sobre o passado ferroviário e industrial da histórica cidade jardim, uma nova ...

OBJETIVO A cidade de Maringá foi fundada em 1947 no sítio que divide as águas das bacias do Rio Pirapó e do Rio Ivaí. Recebeu projeto urbanístico do engenheiro Jorge de Macedo Vieira, que seguiu premissas do movimento da Cidade Jardim. Dentre estas, estava a tentativa de incorporar aspectos do bucolismo rural ao espaço urbano, através da criação de largas vias arborizadas, praças e parques, num sistema de espaços livres mais “saudável” para seus habitantes, em oposição ao que se entendia por espaço urbano até então, de antítese ao natural, de poluição e adoecimento. Estando a cidade em um ponto rico em nascentes por sua posição junto ao divisor de águas e sendo ocupada de acordo com um projeto urbano que preza pela presença de vegetação abundante, Maringá é hoje privilegiada. ESPAÇOS DE ESTAR, RECREAÇÃO E CORRIDAS JUNTO AO CENTRO ESPORTIVO

Contudo, tal qual nas Cidades Jardim fundadas na Grã-Bretanha, a principal infraestrutura prevista para circulação de pessoas e mercadorias era a ferrovia que, ainda na década de 1950, caiu em desuso em detrimento ao deslocamento rodoviário. As ruas largas do plano da cidade eram ideais para os automóveis, que se tornaram dominantes.

fFOTO AÉREA 2017 | ACERVO QUAPÁ

A área da estação ferroviária e o seu pátio de manobras deixou de atrair vitalidade, se tornou uma barreira urbana e seu entorno decaiu. Esta situação se transformaria com o enterramento da ferrovia e a liberação da área para a urbanização. Surge aqui a principal motivação para este trabalho: a conexão entre norte e sul da cidade, entre o Centro Cívico e o Centro Esportivo, unindo os dois lados da cidade num eixo contínuo de espaço urbano de qualidade. Isto traz potência e desenvolvimento ao seu entorno imediato e, indiretamente, para toda a cidade. É, portanto, essencial a criação de um espaço urbano democrático que promova a diversidade e a cidadania, através do convívio entre pessoas, sem distinções, evitando as armadilhas da segregação e guetificação. A cidade deve ser reconquistada para os pedestres – para os passeios, os encontros, o esporte, o comércio, os serviços. O objetivo deste projeto é contribuir para a reconquista da cidade para as pessoas, propondo um conjunto de espaços livres públicos da mais democrática fruição, de modo a contribuir positivamente para uma primavera de desenvolvimento econômico e social. FEIRA DE ORGÂNICOS NA PRAÇA NOVO CENTRO

PROJETO PARA A AVENIDA GETÚLIO VARGAS

TRAVESSIA ELEVADA NA AVENIDA DUQUE DE CAXIAS

A PRIMAVERA NA CIDADE-JARDIM RECONQUISTA DOS ESPAÇOS

– RECONQUISTA DOS ESPAÇOS URBANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO

CANTEIROS DE ÁRVORES COMO ESTRUTURAS DE DRENAGEM

O princípio da ação é prever a redução gradativa na dependência dos deslocamentos da cidade em relação ao automóvel, e apoiar os modos não-motorizados e os coletivos – até que essas áreas de estacionamento possam ser definitivamente suprimidas, ou somente usadas em casos de eventos excepcionais com atração de grande público externo.

GRELHA METÁLICA

A redução na dependência no modo individual motorizado é coerente com o adensamento da região, com uso misto, na melhor oferta de serviços de modos coletivos e na melhora na qualidade dos espaços que amparam os modos não motorizados, alinhando-se ao que se prevê no Plano Diretor e à elaboração do PlanMob e do projeto do VLT.

RALO ALTO: CANTEIRO COMO JARDIM DE CHUVA

CANALETAS LATERAIS

PASSAGEM EM NÍVEL

NOVO CENTRO

CENTRO ESPORTIVO

Terminais muito movimentados por todo o país têm travessias de pedestres no mesmo nível dos ônibus, em faixas sinalizadas, sem que haja conflito nisto. As velocidades dos veículos são baixas no terminal e o pedestre não deve ser obrigado às travessias elevadas. Desta forma, o terminal de ônibus não é um obstáculo à vitalidade do Eixo mas um recurso bem-vindo.

O rebaixamento do ramal ferroviário permite a conexão espacial