a primavera na cidade-jardim

Após a profunda transformação pela qual passou a cidade com a rebaixa- mento da linha férrea, a travessa Jorge Amado tornou-se um significativo resquício ...

A PRIMAVERA NA CIDADE-JARDIM – RECONQUISTA DOS ESPAÇOS URBANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO

ITINERÂNCIA A Praça Novo Centro proposta busca responder a diversos níveis de itinerância. A itinerância do cidadão que a percorre como parte de seu percurso diário, seja a pé, por bicicleta ou buscando o terminal intermodal, que demanda espaço com clareza e objetividade, pisos mais resistentes, áreas abertas sem muitas interrupções e evidenciação das conexões possíveis. Há também a itinerância mais lenta do cidadão que se relaciona com os edifícios lindeiros, seja com o térreo comercial do edifício privado em um dos lados, seja com os equipamento cultural no outro. A esse movimento o espaço da praça responde com convites à pausa, reentrâncias espaciais, assentos e sombra. A terceira itinerância a qual a praça responde é a de eventos municipais temporários. O espaço abre-se na sua área mais central e têm como abrigo de uma cobertura semicircular, com ponto focal no Obelisco Novo Centro. Pode acolher estruturas temporárias como barracas e stands para comércio e divulgação de produtos e serviços locais, fomentando geração de renda e novos negócios.

TRAVESSA JORGE AMADO O plantio de árvores na linha central enuncia dois corredores. A linha de árvores é a interface entre os corredores o que se procura é que ela seja do tipo aberta, permitindo grande número de trocas.

O Plano Diretor previu a destinação pública desta área no centro do eixo, no prolongamento da avenida Getúlio Vargas, para atividades culturais recreativas e de lazer. Com isso, não só a cidade ganha conexão entre a região norte e sul, o que é celebrado com a construção de um monumento exatamente em sua região central, como o trecho de seu eixo monumental passa a ser virtualmente integrado, passível de ser percorrido sem interrupções e ganhando também um novo status simbólico.

Após a profunda transformação pela qual passou a cidade com a rebaixamento da linha férrea, a travessa Jorge Amado tornou-se um significativo resquício das atividades industriais que antes tomavam lugar na região central. Ela passa a ser uma via de pedestres que conecta o novo centro da cidade ao centro olímpico e mantém alguns dos antigos armazéns já também ressignificados, como o Mercadão de Maringá que agora não oferece apenas produtos agrícolas, mas conta com bares e restaurantes.

Com a concentração de investimentos na região, o trecho passa a estar vinculado ao maior número de lançamentos imobiliários de Maringá. Diante do crescimento no adensamento construtivo e populacional, a demanda por espaços livres qualificados ganha corpo, tornando-o infraestrutura pública necessária para o desempenho da vida urbana cotidiana.

A requalificação reelabora a relação harmônica entre o armazém e a travessa, com o primeiro abrindo-se para a segunda.

A destinação pública do área central da gleba Novo Centro passa a ter dois fins principais: parte dela destinada à implantação de equipamento cultural, que será objeto de concurso futuro, e parte à constituição de espaço livre público integrado ao eixo monumental.

A Travessa Jorge Amado, como elemento de um percurso sensorial, tem a característica espacial de dar a ver a espessura do tempo. Percorrê-la é antes de mais nada viver a partir dessas outras memórias. Mas é também confrontar-se com outras camadas de outras temporalidades que foram obrigadas a se relacionar de alguma forma a essa configuração espacial pré-existente. Relação mediada pela ostensiva presença de fechamentos, muros que se contrapõem à própria abertura do mercado.

CONEXÃO

MEMÓRIA

Além de ser responsável pela conexão no sentido Norte-Sul, um simbolismo que aqui é concretizado pela conexão entre o futuro terminal intermodal e o centro olímpico, a este espaço também cabe a articulação entre as formas lindeiras dos edifícios de uso misto existentes e o equipamento cultural a ser implantado.

O caráter que se pretende propor para a travessa é